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Preço do feijão carioca sobe quase 20% com safra menor e estoques baixos; veja quando deve cair

Com menor safra e estoques baixos, preço do feijão carioca dispara O feijão carioca foi um dos alimentos que mais encareceram em março, segundo dados do Ín...

Preço do feijão carioca sobe quase 20% com safra menor e estoques baixos; veja quando deve cair
Preço do feijão carioca sobe quase 20% com safra menor e estoques baixos; veja quando deve cair (Foto: Reprodução)

Com menor safra e estoques baixos, preço do feijão carioca dispara O feijão carioca foi um dos alimentos que mais encareceram em março, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, divulgados na quinta-feira (26). O produto acumula alta de 19,69% nos últimos 12 meses. O valor do feijão já vinha subindo no mês anterior. Em fevereiro, a alta foi de cerca de 11% tanto no mês quanto no acumulado em 12 meses. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No preço pago ao produtor, a alta foi de 29,3%, entre janeiro e fevereiro. É o maior nível da série histórica do indicador Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), iniciada em setembro de 2024. 🫘 A alta ocorre porque tem pouco feijão carioca no mercado, enquanto a demanda segue alta, principalmente por produtos de melhor qualidade, aponta Tiago Pereira, assessor técnico da CNA. LEIA MAIS Áreas de arroz e feijão param de cair, após perderem espaço para soja e milho por 16 anos Falta feijão A safra atual de feijão é a menor em quatro anos, com 2,92 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Já a oferta do produto, somando estoques iniciais e importações, está no menor nível em uma década, com cerca de 3,07 milhões de toneladas. O consumo interno está previsto em 2,7 milhões de toneladas, enquanto as exportações devem somar 214,3 mil toneladas no ano, segundo estimativas do Cepea. Se esses números se confirmarem, o estoque final será equivalente a cerca de 6% do consumo. "Isso significa que os estoques seriam suficientes para pouco mais de três semanas de consumo interno", afirma Lucilio Alves, pesquisador da área de grãos do Cepea. A oferta reduzida ocorre por causa das chuvas durante a colheita em Minas Gerais e Goiás, que comprometeram a qualidade e reduziram a disponibilidade de lotes de melhor padrão. No Sul do país, a produção também caiu por causa do clima, que limitou a colheita. Além disso, os produtores estão plantando menos feijão. No ano passado, a leguminosa teve preços mais baixos e não remunerou o agricultor, que ficou desestimulado, explica Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe). "Alguns produtores que não colheram uma quantidade ideal por hectare tiveram prejuízo e reduziram a área plantada", afirma. Quando o preço vai abaixar? O consumidor pode sentir algum alívio já no segundo semestre, afirma Lüders. Entre julho e setembro, ocorre a colheita do feijão carioca irrigado, principal fonte do produto. Com isso, a oferta deve aumentar. Até lá, o consumidor pode optar por outros tipos de feijão, que ainda estão mais baratos, segundo o presidente do Ibrafe. LEIA TAMBÉM ‘Situação precária’: caminhoneiros sem água e banheiro por dias em porto no Pará revelam falhas no transporte de safras Sem o Estreito de Ormuz, Brasil fecha acordo com Turquia para rota alternativa para exportações do agronegócio Como milho e soja vêm tomando área de arroz e feijão há 19 anos