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Exportações brasileiras de suco de laranja para União Europeia aumentam no fim da safra em janeiro, aponta USP

Preço da laranja pago pela indústria caiu em novembro, aponta Cepea da Esalq-USP em Piracicaba Claudia Assencio/g1 As exportações brasileiras de suco de lar...

Exportações brasileiras de suco de laranja para União Europeia aumentam no fim da safra em janeiro, aponta USP
Exportações brasileiras de suco de laranja para União Europeia aumentam no fim da safra em janeiro, aponta USP (Foto: Reprodução)

Preço da laranja pago pela indústria caiu em novembro, aponta Cepea da Esalq-USP em Piracicaba Claudia Assencio/g1 As exportações brasileiras de suco de laranja demonstram sinais de reação positiva em janeiro deste ano, após os embarques da safra, que começou em julho de 2025 e terminou no primeiro mês de 2026, estarem abaixo do volume registrado no mesmo período da temporada anterior. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", o campus da USP em Piracicaba (SP), o cenário se explica, principalmente, pelo reaquecimento da demanda da União Europeia, tradicionalmente, é o principal destino da commodity brasileira. "No primeiro mês do ano, os envios de suco de laranja concentrado, especificamente ao bloco europeu somaram 50,3 mil toneladas, volume 55% acima do registrado em janeiro de 2025 e também o maior da atual temporada", aponta o Cepea. Ainda confoforme análise do Centro de Estudos da USP, a recuperação dos embarques à União Europeia era bastante aguardada pelo setor exportador nacional. "No acumulado da safra 2025/26, os embarques brasileiros de suco de laranja concentrado a todos os destinos (66° brix) somam 495 mil toneladas, 4,6% abaixo do registrado no mesmo período da temporada anterior", analisa. Mercado interno No mercado interno, indústrias caminham para o encerramento da moagem da safra. "Assim, pouca fruta tem sido adquirida no spot e apenas alguns últimos contratos são recebidos, indicam estudos do Cepea Chuvas de janeiro podem impactar indústria As chuvas torrenciais que atingiram todo interior paulista durante o mês de janeiro afetaram o mercado da citricultura do cinturão produtor das frutas, segundo análise do Cepea. Parte da produção destinada à indústria pode ser perdida e a queda na qualidade das frutas cítricas também deve interferir nas cotações, fazendo o mercado spot paulista (com pagamento à vista e entrega imediata) se conter. Entenda cenário, abaixo. "A umidade excessiva elevou a incidência de podridões e de fungos nos pomares. [...] Parte da produção destinada à indústria acaba sendo perdida, enquanto outra parcela chega ao mercado com padrão inferior, o que amplia a pressão sobre as cotações em um ambiente já caracterizado por oferta elevada", explica o Centro de Pesquisas. Os preços, com pagamento a prazo, já começam a apresentar leve queda, de quase 2%, na segunda quinzena de janeiro. Cotações: a caixa de 40 quilos da laranja-pera in natura fechou a R$ 43 no dia 12 de janeiro e caiu para R$ 41 no último dia 30 do mês. O volume de chuva registrado no dia 29 de janeiro de 2026 de 55 milímetros em Limeira, aponta o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), concentrado principalmente durante a noite, em apenas duas horas de temporal. Limeira registra chuvas intensas no fim de janeiro Segundo dados mais recentes, divulgados nesta sexta-feira (30), o mercado citrícola paulista deverá sentir os efeitos dos altos volumes de chuvas nas regiões produtoras, incluindo a cidade de Limeira (SP), especialmente para a laranja de mesa, selecionada para consumo direto da casca, in natura. "O recebimento de frutas no spot permanece mais contido, com indústrias concentradas no cumprimento dos últimos contratos e no processamento de fruta própria", acrescentou. Em Piracicaba, o volume de chuvas foi de 65 milímetros em duas horas no último dia 29 de janeiro. No acumulado do mês, a cidade teve Leia também Piracicaba recebe novo centro de pesquisa para combater maior praga da citricultura Greening: convênio prevê R$ 90 milhões em pesquisa aplicada para combater praga O combate ao greening, a praga mais destrutiva às plantações de laranja no Brasil e no mundo, é um dos pilares que motivaram a criação do Centro de Pesquisa Aplicada (CPA) em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA Citros). Resultado de uma parceria público-privada que congrega universidades de diferentes países, fundações, demais órgãos do setor e governo do estado de São Paulo, o convênio prevê R$ 90 milhões a serem aplicados em cinco anos de pesquisa, transferência de tecnologia e educação. 🍊 O que é o greening? É uma doença provocada por uma bactéria, transmitida pelo inseto psilídeo Diaphorina citri, conhecido como cigarrinha. O greening é considerado a praga mais destrutiva da citricultura mundial. Os sintomas podem ser observados nas folhas, que apresentam um aspecto amarelado, e nas flores, que ficam secas e murchas, por exemplo. O greening atinge os pomares da citricultura brasileira desde 2004, especialmente no estado de São Paulo. Pé de laranja com greening Fundecitrus/Divulgação O acordo, que busca estratégias aplicadas promovidas pelo CPA-Citrus no combate de doenças no setor, foi formalizado nesta segunda-feira (12), na Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq), o campus da USP em Piracicaba (SP), que interliga outros centros de pesquisas e é sede virtual. O convênio interliga 19 instituições e 76 departamentos científicos de sete países, sendo Brasil, Estados Unidos, Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Austrália. Greening muda mapa da citricultura no país 📲 Receba no WhatsApp notícias da região de Piracicaba Interior de São Paulo Um levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), mantido por citricultores e indústrias de suco do estado, revelou que a região de Limeira (SP) é a mais afetada pelo greening no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais em 2024. A liderança no ranking segue uma tendência já observada em anos anteriores. Em relação a 2023, a incidência da doença na região passou de 73,87% para 79,38%. O prejuízo nos pomares e as altas temperaturas têm impacto nos preços da fruta e do suco vendidos ao consumidor. LEIA MAIS 📝 Calor e greening impactam safra da laranja e preço da fruta alcança maior patamar em 30 anos Entenda por que importação de laranja tem recorde em pico de safra e exportações de suco seguem em ritmo lento Greening Reprodução / Globo Rural VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba